26 agosto 2018

Resenha: Tartarugas até lá embaixo

Oi galera, tudo bem com vocês? Hoje vamos falar sobre o mais recente lançamento de um dos autores contemporâneos mais amados do público jovem, John Green.


Aza Holmes não está disposta a sair por aí bancando a detetive para solucionar o mistério do desaparecimento do bilionário Russel Pickett, mas há uma recompensa de cem mil dólares em jogo, e sua melhor amiga, a destemida Daisy, quer muito botar a mão nesse dinheiro. Assim, as duas vão atrás do único contato que têm em comum com o magnata: o filho dele, Davis. Aza está tentando. Tenta ser uma boa filha, uma boa amiga, uma boa aluna, mas, aos dezesseis anos, ainda não encontrou um modo de lidar com as terríveis espirais de pensamento que se afunilam cada vez mais e ameaçam aprisiona-la.

Título: Tartarugas até lá embaixo
Autor(a): John Green
Editora: Intrínseca
Nota: 3/5

Aza Holmes sofre de TOC (Transtorno-obsessivo-compulsivo) e por conta disso não consegue controlar seus próprios pensamentos e ações. Sua neura por germes e bactérias faz com que ela não consiga agir de forma normal em relação a coisas simples da vida, como beijar alguém ou simplesmente comer qualquer tipo de alimento sem que se sinta contaminada e suja.

Aza leva seus dias tentando controlar seu TOC mas se vê cada vez mais presa em sua espiral interna que a puxa sempre pra baixo e a faz se sentir presa em seu próprio corpo. Ela faz terapia regularmente com uma psicóloga e toma seus remédios na medida do possível, mas mesmo assim sente que as coisas só pioram.




MINHA OPINIÃO

John Green é mesmo o mestre das histórias tristes e problemáticas não é mesmo? Eu iniciei a leitura deste livro sem muitas expectativas e com o pé no chão. Por fim percebi que fiz o correto, porque ele não iria supera-las se eu as tivesse criado. Mas sem expectativas altas o livro acabou me conquistando de certa forma.

Ao longo do livro nós vamos conhecendo melhor a Aza e a doença em si, nós acompanhamos seus piores momentos e por diversas vezes podemos sentir empatia pela personagem mas em alguns momentos a trama se torna meio maçante e repetitiva,  talvez essa tenha sido justamente a intenção do autor então não vou levar como algo negativo mas devo confessar que isso atrapalhou um pouco a leitura.

Os personagens da trama não evoluem muito ao longo do livro e eu senti falta de um crescimento pessoal mais elaborado. Aza não obtém muito progresso e meu complexo de finais felizes sentiu falta disso. Eu fiquei esperando uma virada super empolgante e extasiante que não veio e me decepcionou um pouco.

O livro no geral é bom e por isso ganhou uma nota 3/5 mas poderia ter sido melhor, mais triste ou mais alegre, mas ele foi apenas mediano em muitos aspectos, como no caso do sumiço do bilionário que foi resolvido sem muita dificuldade ou a aceitação de Aza em relação a um fator potencial de quebra de confiança com sua melhor amiga.

O ponto positivo é o fato de colocar em debate um tema tão importante quanto doenças psicológicas, achei de uma sacada genial o autor falar sobre o assunto com o público jovem. A diagramação do livro também está super bacana e eu adorei as citações de outros livros que encontrei ao longo da leitura.



Por fim eu gostei do livro, não foi um daqueles que me marcou pra toda vida mas foi uma leitura agradável apesar de extensa. Quanto a escrita do John eu nem preciso dizer nada não é mesmo? O autor já é consagrado e super conhecido, vocês podem tirar suas próprias conclusões. Eu recomendo pra quem está a fim de ler um romance adolescente água com açúcar ou pra quem gostaria de conhecer mais sobre o TOC

9 comentários:

  1. Poxa, é uma pena que não supriu suas expectativas, Carol.. Ou melhor, ainda bem que você não criou tantas kkk Um autor que eu tô começando a explorar e gostando muito é o Stephen King, com o livro mais novo dele. Depois dá uma olhada na resenha que fiz lá no blog sobre, se te interessar. Beijo!

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  2. Oiii Ana

    Eu ja tentei ler John Green mas o autor simplesmente não é pra mim, não sei se é a maneira como ele escreve ou a personalidade dos seus personagens, mas fato é que eu não consigo conectar nadinha com as tramas dele, até desisti. Esse das Tartaruga parece ser bonzinho, apesar de não ser o melhor livro de todos, mas os temas todos abordados são atuais e interessantes, talvez futuramente eu me arrisque em uma nova tentativa pra ver se esse me convence e muda minha opinião.

    Beijos

    www.derepentenoultimolivro.com

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  3. Poxa, uma pena suas ressalvas, estava receosa de ler esse livro desde que li Quem é você Alasca? que pra mim também foi bem mediano.

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  4. Esse livro é um desses que marcaram a minha vida porque apesar de Aza não ter recebido o aprofundamento que ela merecia, a maneira como o autor colocou em pauta as questões psicologicas foi simplesmente incrível.

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  5. Olá tudo bem? Quero tanto ler este, o autor me surpreende de forma positiva e negativa em sua obras, quero muito saber o que ele planejou neste novo trabalho, beijos!

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  6. Gostei da sua postagem, sempre estou visitando seu blog e lendo suas postagens.. Seu blog está salvo em meus favoritos..

    Parabéns!

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  7. Olá!

    Do autor eu só li e me interessei por A culpa é das estrelas, mas quando saiu esse livro eu passei a considerar realizar a leitura, até porque as resenhas positivas são maioria. Achei bem legal ele ter tratado do tema TOC , acho importante entendermos melhor todo tipo de transtorno , para respeitar quem sofre. Quanto ao final feliz, acho que por ser uma doença sem cura e pelo livro querer abordar a realidade um final de contos de fadas não seria positivo. De qualquer forma após sua resenha coloquei meus pés no chão e pretendo ler em breve.

    Beijos

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  8. Eu estava mais empolgada para ler esse livro quando ele lançou, agora já não sinto mais essa vontade. Gosto demais da escrita do autor e dos temas que ele aborda em seus livros, sei que muitas pessoas que leram essa história adoraram a experiência.

    Beijos, Gabi
    Reino da Loucura | Facebook | Instagram

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  9. Não carrego expectativas quanto a John Green, acho que ele cumpre bem o papel de entretenimento, só. As vezes que o livro foi para verificar se dava para utilizar o livro em sala de aula em atividades mais lúdicas e para tal finalidade, até curti.

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